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O que realmente nos espera na suposta “vida após a morte”?

Será que realmente as poucas décadas de vida de um ser humano serão capazes de determinar a eternidade da sua alma? Esse é o questionamento central do livro “CPI da Vida”, do consagrado escritor catarinense Cláudio Bersi de Souza. A obra propõe uma reflexão acerca dos mistérios da existência humana conforme os dogmas da fé: Céu – Purgatório – Inferno, que eram a sigla CPI do título do livro.


A reflexão de Cláudio Bersi parte do princípio de que, aos puros, após a morte está reservado um lugar no Céu. A fé, contudo, oferece o “Purgatório” como um local onde a alma permanece durante um período esperando sua “purificação” até tornar-se merecedora de ir para o Céu. Agora, se a pessoa morre em pecado, o inferno é o seu destino.


O curioso é que a fé cristã defende a eternidade da alma. Neste caso, todas as suas ações na vida terrena – que com sorte pode durar pouco mais de 80, 90 anos, - devem ser marcadas pela santidade, sob a pena de condenar a alma eterna a milênios de sofrimento.


Baseado em acontecimentos de sua própria vivência, o autor levanta questionamentos sobre as pequenas e grandes atitudes que formam o que chamamos de “vida” e nos desafia a refletir se a crença o céu, purgatório ou inferno não passa de uma forma de induzir-nos a ter uma índole perfeita na convivência com os irmãos. Como em todos os grandes questionamentos existenciais, não há uma conclusão definitiva. Apenas uma constatação: na dúvida, é melhor acreditar!...


Trecho da obra:

... “Foi uma grande fase da minha vida até pelas descobertas do próprio instinto. A ciência da vida, os hábitos, os conceitos e as privações normalmente entravam em conflitos, mas eu entendia que não se pode ir contra a natureza. Não atribuía a pecado uma satisfação natural. Sem haver mal premeditado, não pode haver pecado. Claro, se houvesse peso de consciência, aí sim teria bons motivos a pedir perdão. Admitia que, por exemplo, conceber um filho por prazer, não deve ser considerado fruto do pecado. Pecado sim é deixá-lo no abandono.

Interessante foi descobrir o amor. Dentre as dezenas de jovens que faziam parte das minhas amizades, senti uma atração diferente por uma que era até meio retraída. Da forma como ela me fitou, dava pra notar que havia uma expressão de desejo. Na primeira oportunidade, pude tê-la a sós. Ao tomar suas mãos, as pernas tremeram e a voz embargou. Ela apenas disse: - Eu quero você! Confesso que na hora me deu vontade de casar. Firmei o namoro e ela realmente impôs casamento. Logo terminamos porque eu não tinha estrutura nem idade para assumir tamanho compromisso. Não nego que fiquei frustrado, mas preferi curtir um pouco mais a vida de jovem que estava começando”...

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