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Obras de Wisbeck instigam leitor ao contato com literatura erudita


Instigar o leitor a sair do “lugar comum” e, através de um texto que desafia seu conhecimento, estimular o contato com a alta literatura. Essa é a proposta do livro “Os Escritos do Herdeiro do Homem de Lagoa Santa”, de Helmuth Wisbeck, já disponível em sua edição digital no sistema Leiabrazil. O livro é a segunda obra publicada pelo autor, que já prepara novos lançamentos para breve.


Professor, advogado e bancário aposentado, Wisbeck começou a escrever na década de 60, como redator no jornal “A Nação”, e como professor de língua portuguesa, ambos no município de Itajaí/SC. Organizou e corrigiu as questões de português do primeiro vestibular para ingresso na universidade da cidade (antiga Fepevi, atual Univali) e, além da literatura, revela manter um viés pela filosofia.


Sua primeira obra foi o livro “Ecos da Civilização Brachyúra”, que reuniu num único volume diversos artigos publicados em um jornal local sobre acontecimentos cotidianos em sua cidade, Estado e no País. “Não vejo esse livro como um trabalho literário e, sim, como um trabalho intelectual”, avalia.


Já em “Os Escritos...”, o autor revela que não se preocupa exatamente com o roteiro clássico dos romances. “Minha intenção era fornecer elementos [da instância da sensibilidade] que – embora aparentemente não interconexos – conduzissem o leitor a formatar um bloco indissolúvel”, explica.


Helmuth Wisbeck concorda que o livro é uma leitura desafiadora. “Como minha intenção era transitar na chamada ‘alta literatura’ – não comercial nem popular – aventurei-me - numa espécie de insanidade souzandrade – a produzir algo que o leitor ou leitora mais exigente terá condições de avaliar”, conclui.


Os dois livros do autor, “Ecos da Civilização Brachyúra” e “Os Escritos do Herdeiro do Homem de Lagoa Santa”, estão disponíveis na loja do sistema leiabrazil. Helmuth Wisbeck ainda mantém certo mistério, mas afirma que, em breve, deve lançar um novo livro – provavelmente tão instigante quanto suas obras já publicadas.


Trecho da obra

[...]

Cerca de duas horas após ter-se feito ao mar, um de seus homens – eram quatro no seu baixel; cinco, contando com ele próprio – avistou, ao longe, o que deveria ser um bergantim.

Na dúvida, o valenciano determinou que seus homens, além da vela, que já se achava içada, fizessem-se, também, ao remo, procurando mudar de direção e afastar-se, o mais rápido possível, daquela embarcação. Bem poderia tratar-se de um bergantim turco!

Sua suspeita confirmou-se quando percebeu que a outra vela também mudara de rumo – navegava, com grande velocidade, na sua direção. – Turcos! Piratas de Argel! – alarmou-se Ramón, um de seus homens (Julián, o mercador, tinha vista limitada para discernir figuras a distâncias maiores). – Uns dez homens, talvez!

Naquele início de noite, por mais que remassem, por mais que o vento lhes fosse a favor, o bergantim corsário aproximava-se cada vez mais.

O baixel do mercador, ao mudar radicalmente de rota, navegava praticamente na direção de Palma de Maiorca, de onde, pouco antes, zarpara.

A noite desceu um tanto rápido, certamente em razão de o dia ter sido nublado.

Face a perigosa proximidade do bergantim, o mercador ordenou que seu homem do leme procurasse algum esconderijo junto aos rochedos.

Na noite já feita, via-se, agora, apenas um tocha avermelhada, a pequena distância, indicando a posição do barco pirata.

[...]

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